Mais uma moedinha, mais uma voltinha!
Primeira grande prova do ano, primeira grande prova do regresso. Que ambiente, que manhã e que corrida.
Realmente, quando se vai a uma prova destas, sem grandes expectativas, e se aceita a corrida tal como ela se nos apresenta, à medida que os minutos e os quilómetros vão passando, é quando se podem ter algumas boas surpresas. Foi o que nos aconteceu (e penso que posso falar por todos os que constituiam o nosso pequeno grupo da imagem) ontem, dia 24 de Março de 2013, na meia da ponte, ou melhor.... no meio da ponte.
Condições, companhia e timings perfeitos na pre-corrida, de mãos dadas com um ambiente contagiante no tabuleiro, permitiram cozinhar a motivação que é precisa para compor os tais 50% da receita de que se fala sempre para uma boa prestação.
Quem lá esteve, a correr ou a ver, ou até quem viu na televisão, percebe do que estou a falar. Milhares e milhares de pessoas, juntas, a saborear e a partilhar o nervoso miudinho que uma prova destas cria sempre em cada um de nós. Maravillhoso. E não falo só dos que fizeram os 21, porque de certeza que os que fizeram a mini também sentiram o mesmo.
Imagino o que seja organizar um evento deste tipo. E por muito que possam ter havido pequenas falhas, cada vez mais tenho a sensação que num evento destes, seria impossível fazer um "perfect". Fazemos e aprendemos, e por muito que seja a 23ª sessão, há sempre coisas que se podem aprender. Não ouvi nem senti um lamento, uma queixa ou uma má disposição entre as milhares de pessoas que lá estavam. Por isso, em primeiro lugar, parabéns à organização oficial e a todos os que fizeram parte dessa equipa, que não devem ser poucos!
Quanto a nós, o mesmo se aplica. Todos aprendemos mais um pouco, cada um à sua medida. Os sorrisos no inicio da prova dizem tudo. E acreditem que se tivessemos tirado a fotografia no final, os sorrisos seriam os mesmos.
Batemos recordes pessoais, voltámos a formas próximas do passado, aprendemos regras sobre a temperatura, vestimentas e apetrechos, confirmámos que somos capazes de manter tempos competitivos com tranquilidade. E tudo isto sem caretas, sem queixas, sem sindrome do Rocky Balboa.
Eu senti esta boa vibração, na pele, durante toda a corrida, e sobretudo à medida que me cruzava com os meus companheiros de equipa, nas idas e voltas da marginal. Houve pulmão para troca de gritos de motivação altos e em bom som, força para esticar os braços, em sentidos contrários, e chocar as mãos em modo "high five" e até tempo para apreciar as vistas. Mas também senti essa vibração através de elementos do exterior. Os assistentes das bebidas, os corredores, o público, o tempo, até as bandas que tocam em vários pontos a meio da prova, que normalmente me desconcentram e distraem, me soavam bem e me davam o boost que precisamos continuamente.
Foi tudo isto que permitiu, correndo sem estar a morrer a cada metro, que surgissem as tais boas surpresas. No meu caso, foi olhar para a frente a dado momento, aí aos 7 km, ver o corrredor-marcador com o balão da 1h30 sempre à minha frente e à vista durante o resto da corrida, e confirmar o meu tempo parcial aos 10km. Nem queria acreditar que estava tão fresco e com tão bom tempo. Esse mix deu-me a energia extra necessária para manter o passo até ao final. Mas cada um teve a sua luzinha.
E, depois, no final, confirmei que todos estávamos assim. Numa modalidade tão soltária como esta, foi mesmo bonito perceber que, a final, tinhamos feito uma viagem colectiva.
Estamos todos de parabéns.... não só os da foto, falo dos 30 e tal mil participantes.
Sigamos em frente!
segunda-feira, 25 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
Corrida ISCPSI/APAV - Correr com a Segurança!
Hoje não temos foto dos atletas. Somos os mesmos 2 da última e estamos quase, quase iguais. Por isso, se tiverem mesmo com muita, muita vontade de nos ver de novo, vão ao último relato e matem as saudades.
Devo dizer que o ambiente inicial, que começou no acto de levantamento dos dorsais, me deixou logo com mixed feelings, que a final não se justificavam, sobre a corrida....:
Achava eu que esta corrida era organizada pelo ISCSP (Instituto superior de Ciencias Sociais e Politicas) e APAV (vá-se lá saber porque razão eu pudesse alguma vez achar que estas duas se associariam numa iniciativa destas...), mas não. Aliás, andei uns dias a tentar decifrar mentalmente o "SI" na sigla, e achei que teria a ver com algum acrescento relacionado com a mudança de instalações das "Ciencias Sociais e Políticas", que antes estavam na Junqueira...
Daí o meu espanto, quando cheguei ao local de levantamento de dorsais, num pavilhão desportivo por trás da Esquadra do Calvário, e me deparo com uma equipa de policias, sentados em várias mesas a olharem para mim. Não foi uma agradável sensação, admito, e entrei a medo. Mas lá levantei os dorsais sem nenhum percalço de maior e saí de lá aliviado, a passo rápido, ainda a matutar sobre a razão de ser daquele contingente policial, sobretudo quando a corrida, achava eu, nada tinha a ver com a policia.
Só esta manhã, quando cheguei à linha de partida, e vi de novo grandes contigentes policiais, homens e mulheres, vestidos de azul, a pé, sozinhos, com cães, em casais, trinta por uma linha, é que resolvi levantar os olhos, e ler o que dizia na placa à porta do tal ISCPSI. E dizia: Instituto Superior de Ciencias Policiais e Segurança Interna... E fez-se luz...
Hoje ainda achei que a corrida não se realizava. Quando me levantei, ainda não eram oito, e olhei pela janela, a Infante Santo parecia um rio. Não se via o alcatrão, e a água corria rua abaixo como se estivesse ela já atrasada para a partida. Mas conheço o meu colega de corrida. Ele é do Fundão. E nada do que eu lhe pudesse dizer seria nunca justificação suficiente para não irmos. Nem insisti. E fomos. E ainda bem.
Eu ainda fui preparado para o mau tempo (porque chuviscava minutos antes da partida) com as competentes fatiotas, calça-licra até ao tornozelo, impermeável, boné para não molhar os cabelinhos... Ainda fui troçado, e com razão. Mal a senhora da pistola deu o tiro, corri os primeiros 100 metros e já estava a tirar o impermeável e o boné e a por tudo à cintura, o que é muito incómodo porque, como quem corre sabe, nestas coisas até um alfinete a mais já pesa demasiado. Só não tirei a bela da calça-licra porque não podia (pela ganância de cumprir o objectivo de tempo, não por outra razão...) senão tinha tirado.
Não só não choveu durante a corrida, como chegou a fazer sol, e calor! O percurso é gastamente conhecido, mas é sempre muito agrádável, junto ao rio. O único senão, para mim, que existe quase sempre nestas corridas à beira-rio, é ter que andar para trás e para a frente, a passar pelos mesmos sitios. E o que me incomoda mais, na altura, é ter a falsa esperança-ilusão consciente de que se está a chegar à meta, e saber lá no fundo que não se está. Já sabiamos que tínhamos que correr mais um km e voltar para trás...para a meta, mas o cansaço é um poderoso alterador de consciencia, e de eesperança irrealista.
Mas a corrida correu muito bem e soube ainda melhor. Os tempos mantêm-se, mas o à vontade instala-se e isso é o marco fundamental para começar a fase de melhoria de tempos.
Estamos a crescer, deve ser isso!
Devo dizer que o ambiente inicial, que começou no acto de levantamento dos dorsais, me deixou logo com mixed feelings, que a final não se justificavam, sobre a corrida....:
Achava eu que esta corrida era organizada pelo ISCSP (Instituto superior de Ciencias Sociais e Politicas) e APAV (vá-se lá saber porque razão eu pudesse alguma vez achar que estas duas se associariam numa iniciativa destas...), mas não. Aliás, andei uns dias a tentar decifrar mentalmente o "SI" na sigla, e achei que teria a ver com algum acrescento relacionado com a mudança de instalações das "Ciencias Sociais e Políticas", que antes estavam na Junqueira...
Daí o meu espanto, quando cheguei ao local de levantamento de dorsais, num pavilhão desportivo por trás da Esquadra do Calvário, e me deparo com uma equipa de policias, sentados em várias mesas a olharem para mim. Não foi uma agradável sensação, admito, e entrei a medo. Mas lá levantei os dorsais sem nenhum percalço de maior e saí de lá aliviado, a passo rápido, ainda a matutar sobre a razão de ser daquele contingente policial, sobretudo quando a corrida, achava eu, nada tinha a ver com a policia.
Só esta manhã, quando cheguei à linha de partida, e vi de novo grandes contigentes policiais, homens e mulheres, vestidos de azul, a pé, sozinhos, com cães, em casais, trinta por uma linha, é que resolvi levantar os olhos, e ler o que dizia na placa à porta do tal ISCPSI. E dizia: Instituto Superior de Ciencias Policiais e Segurança Interna... E fez-se luz...
Hoje ainda achei que a corrida não se realizava. Quando me levantei, ainda não eram oito, e olhei pela janela, a Infante Santo parecia um rio. Não se via o alcatrão, e a água corria rua abaixo como se estivesse ela já atrasada para a partida. Mas conheço o meu colega de corrida. Ele é do Fundão. E nada do que eu lhe pudesse dizer seria nunca justificação suficiente para não irmos. Nem insisti. E fomos. E ainda bem.
Eu ainda fui preparado para o mau tempo (porque chuviscava minutos antes da partida) com as competentes fatiotas, calça-licra até ao tornozelo, impermeável, boné para não molhar os cabelinhos... Ainda fui troçado, e com razão. Mal a senhora da pistola deu o tiro, corri os primeiros 100 metros e já estava a tirar o impermeável e o boné e a por tudo à cintura, o que é muito incómodo porque, como quem corre sabe, nestas coisas até um alfinete a mais já pesa demasiado. Só não tirei a bela da calça-licra porque não podia (pela ganância de cumprir o objectivo de tempo, não por outra razão...) senão tinha tirado.
Não só não choveu durante a corrida, como chegou a fazer sol, e calor! O percurso é gastamente conhecido, mas é sempre muito agrádável, junto ao rio. O único senão, para mim, que existe quase sempre nestas corridas à beira-rio, é ter que andar para trás e para a frente, a passar pelos mesmos sitios. E o que me incomoda mais, na altura, é ter a falsa esperança-ilusão consciente de que se está a chegar à meta, e saber lá no fundo que não se está. Já sabiamos que tínhamos que correr mais um km e voltar para trás...para a meta, mas o cansaço é um poderoso alterador de consciencia, e de eesperança irrealista.
Mas a corrida correu muito bem e soube ainda melhor. Os tempos mantêm-se, mas o à vontade instala-se e isso é o marco fundamental para começar a fase de melhoria de tempos.
Estamos a crescer, deve ser isso!
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