domingo, 24 de fevereiro de 2013

Grande Prémio do Atlântico - Poucos mas MUITO GRANDES

 
Por falar em volatilidade dos UdC.... A fotografia diz tudo.
 
Que Manhã. Chegámos a horas, levámos dorsais, começámos na linha da frente, não houve tartarugas e saímos pela porta grande. Talvez os tempos não tenham correspondido aos objetivos traçados, apesar de terem sido muito bons. Mas, como sempre, queremos aqueles segundos a menos. Não me parece dramático.
 
Voltámos à cidade com aquele sabor a maresia na boca, com a cara áspera do sal que se cola à pele, e com a sensação de termos passado uma manhã de sol na praia. Um clima perfeito, com sol aberto mas temperado pela brisa e temperatura maritimas, manteve os radiadores fresquinhos ao longo de todo o trajecto.
 
Mais que tudo, foi uma prova bonita, sem sobressaltos, que acabou, em beleza, com um aconchego da Claudine no Capote. Quem não sonha com ter uma claudine ali no Capote, para nos repor as energias, nos agradar com a sua superfície adocicada e saciar as nossas insuficiencias mais basicas naquela hora de necessidade. Só quem lá esteve é que poderá alguma vez compreender.
 
Já não ia à Costa de Caparica há anos, e sabe sempre tão bem lá voltar, ver que tudo está na mesma mas melhor, e sobretudo para reviver esta prova única, na companhia sempre intensa e motivadora do meu co-fundador. Mas confesso, hei de la voltar em breve, mas não para correr, e talvez sozinho. É que a Claudine não me sai da cabeça!
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

RENASCER EM CASCAIS

O processo do nascimento é sempre complicado, perguntem a todas as mães que para aí andam. Mas também é complicado para os que nascem, e a esses ninguém lhes pergunta nada. É por isso mesmo que o processo de renascimento, seja ele qual for, é tão bonito e especial. Porque pode ser relatado pelo próprio renascido. E esta prova marcou, para mim, esse especial momento.

Passados mais de 2 anos desde a minha última corrida "oficial", fui de novo lançado ao mundo das corridas, motivado e acompanhado pelo colectivo, sempre volátil, mas firme, dos UdC, nesta prova de 20 km que hoje se realizou em Cascais.

Apesar das endo-criticas maldosas e impiedosas ao passo mais moderado de alguns dos membros desta confraria desportiva ("tartaruga", foi o palavrão que me chamaram à frente de todos), a verdade é que o (meu) processo de reinserção nas corridas foi suave e gentil, como deve ser. E, apesar das tentações de acelerar o passo, de ir ao encontro daquele sofrimento de fim de prova que se odeia mas ao qual dificilmente se resiste, o andamento manteve-se  tranquilo e constante, pelo menos para parte do grupo.

Amigo não empata amigo. E por isso houve tempos para todos os gostos. Tempo laser para o super pró, tempo flecha para o pré-maratonista e tempo passeio para o ocupado e para o renascido.

O dia estava perfeito. Fresco, sem sol e sem demasiado vento. Tendo em conta a zona, acho que não poderíamos ter pedido melhor....bom, talvez uns dorsais ao peito e o respectivo direito a uma maçã e medalha comemorativa no final.. mas enfim. Não há situações ideiais nem corrridas perfeitas e, por isso mesmo, aí está.

Claro que tinha que haver o problemazito da prache com a organização. Como alguns de nós não tinhamos os dorsais no final da corrida, acabei a prova em diálogo aceso com o porteiro das maçãs, que não me deixou sair pela porta dos atletas e me obrigou a sair pela dos mitrosos que se colam à corrida, insistindo que constava do regulamento: "sem dorsal, não comes maçã,...". Evidentemente, do regulamento nada consta sobre acabar a prova sem dorsal, nem sobre o resepctivo castigo.  E mesmo que constasse, estando inscrito na prova, que raio de diferença faria sair com o resto dos atletas e  receber a medalhita e maçã..... bom, já se percebeu que o que eu queria mesmo era aquela maçã....

Tirando esse final atribulado, foi uma manhã muito bem passsada. Mas, como disse no principio, não há nunca partos simples, ainda que de renascidos! Agora, resta começar a re-crescer!