domingo, 10 de fevereiro de 2013

RENASCER EM CASCAIS

O processo do nascimento é sempre complicado, perguntem a todas as mães que para aí andam. Mas também é complicado para os que nascem, e a esses ninguém lhes pergunta nada. É por isso mesmo que o processo de renascimento, seja ele qual for, é tão bonito e especial. Porque pode ser relatado pelo próprio renascido. E esta prova marcou, para mim, esse especial momento.

Passados mais de 2 anos desde a minha última corrida "oficial", fui de novo lançado ao mundo das corridas, motivado e acompanhado pelo colectivo, sempre volátil, mas firme, dos UdC, nesta prova de 20 km que hoje se realizou em Cascais.

Apesar das endo-criticas maldosas e impiedosas ao passo mais moderado de alguns dos membros desta confraria desportiva ("tartaruga", foi o palavrão que me chamaram à frente de todos), a verdade é que o (meu) processo de reinserção nas corridas foi suave e gentil, como deve ser. E, apesar das tentações de acelerar o passo, de ir ao encontro daquele sofrimento de fim de prova que se odeia mas ao qual dificilmente se resiste, o andamento manteve-se  tranquilo e constante, pelo menos para parte do grupo.

Amigo não empata amigo. E por isso houve tempos para todos os gostos. Tempo laser para o super pró, tempo flecha para o pré-maratonista e tempo passeio para o ocupado e para o renascido.

O dia estava perfeito. Fresco, sem sol e sem demasiado vento. Tendo em conta a zona, acho que não poderíamos ter pedido melhor....bom, talvez uns dorsais ao peito e o respectivo direito a uma maçã e medalha comemorativa no final.. mas enfim. Não há situações ideiais nem corrridas perfeitas e, por isso mesmo, aí está.

Claro que tinha que haver o problemazito da prache com a organização. Como alguns de nós não tinhamos os dorsais no final da corrida, acabei a prova em diálogo aceso com o porteiro das maçãs, que não me deixou sair pela porta dos atletas e me obrigou a sair pela dos mitrosos que se colam à corrida, insistindo que constava do regulamento: "sem dorsal, não comes maçã,...". Evidentemente, do regulamento nada consta sobre acabar a prova sem dorsal, nem sobre o resepctivo castigo.  E mesmo que constasse, estando inscrito na prova, que raio de diferença faria sair com o resto dos atletas e  receber a medalhita e maçã..... bom, já se percebeu que o que eu queria mesmo era aquela maçã....

Tirando esse final atribulado, foi uma manhã muito bem passsada. Mas, como disse no principio, não há nunca partos simples, ainda que de renascidos! Agora, resta começar a re-crescer!




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