domingo, 29 de dezembro de 2013

S. Silvestre de Lisboa


Depois da minha primeira re-corrida pirata em Monsanto, na qual ia morrendo, aventurei-me para esta emblemática corrida anual pelas ruas de Lisboa.

8000 participantes, todos engalfinhados entre-grades no meio da avenida da liberdade, a olhar para sul, à espera do momento da partida, deu-me aquela sensação de voltar a casa. O cheiro característico deste amontoado já se tinha evaporado da minha memória olfativa. Mas, como andar de bicicleta, entrou no meu sistema respiratório, e

tudo voltou a ser coisa do passado, como se nunca tivesse deixado o meio.

Apesar da chuva inicial, que acabou por refrescar o corpo, a corrida foi tranquila. É bom quando se vai sem expectativa e sem a pressão dos tempos. Fui, pirata, sem preocupações nem pressões, só para aproveitar o ambiente e para me restabelecer.  E ainda tive direito a claque, à partida e à chegada, que sabe tão bem neste desporto tão solitário.

Agora já posso começar 2014 com o pé direito. Só preciso é de uns ténis novos...