Hoje não temos foto dos atletas. Somos os mesmos 2 da última e estamos quase, quase iguais. Por isso, se tiverem mesmo com muita, muita vontade de nos ver de novo, vão ao último relato e matem as saudades.
Devo dizer que o ambiente inicial, que começou no acto de levantamento dos dorsais, me deixou logo com mixed feelings, que a final não se justificavam, sobre a corrida....:
Achava eu que esta corrida era organizada pelo ISCSP (Instituto superior de Ciencias Sociais e Politicas) e APAV (vá-se lá saber porque razão eu pudesse alguma vez achar que estas duas se associariam numa iniciativa destas...), mas não. Aliás, andei uns dias a tentar decifrar mentalmente o "SI" na sigla, e achei que teria a ver com algum acrescento relacionado com a mudança de instalações das "Ciencias Sociais e Políticas", que antes estavam na Junqueira...
Daí o meu espanto, quando cheguei ao local de levantamento de dorsais, num pavilhão desportivo por trás da Esquadra do Calvário, e me deparo com uma equipa de policias, sentados em várias mesas a olharem para mim. Não foi uma agradável sensação, admito, e entrei a medo. Mas lá levantei os dorsais sem nenhum percalço de maior e saí de lá aliviado, a passo rápido, ainda a matutar sobre a razão de ser daquele contingente policial, sobretudo quando a corrida, achava eu, nada tinha a ver com a policia.
Só esta manhã, quando cheguei à linha de partida, e vi de novo grandes contigentes policiais, homens e mulheres, vestidos de azul, a pé, sozinhos, com cães, em casais, trinta por uma linha, é que resolvi levantar os olhos, e ler o que dizia na placa à porta do tal ISCPSI. E dizia: Instituto Superior de Ciencias Policiais e Segurança Interna... E fez-se luz...
Hoje ainda achei que a corrida não se realizava. Quando me levantei, ainda não eram oito, e olhei pela janela, a Infante Santo parecia um rio. Não se via o alcatrão, e a água corria rua abaixo como se estivesse ela já atrasada para a partida. Mas conheço o meu colega de corrida. Ele é do Fundão. E nada do que eu lhe pudesse dizer seria nunca justificação suficiente para não irmos. Nem insisti. E fomos. E ainda bem.
Eu ainda fui preparado para o mau tempo (porque chuviscava minutos antes da partida) com as competentes fatiotas, calça-licra até ao tornozelo, impermeável, boné para não molhar os cabelinhos... Ainda fui troçado, e com razão. Mal a senhora da pistola deu o tiro, corri os primeiros 100 metros e já estava a tirar o impermeável e o boné e a por tudo à cintura, o que é muito incómodo porque, como quem corre sabe, nestas coisas até um alfinete a mais já pesa demasiado. Só não tirei a bela da calça-licra porque não podia (pela ganância de cumprir o objectivo de tempo, não por outra razão...) senão tinha tirado.
Não só não choveu durante a corrida, como chegou a fazer sol, e calor! O percurso é gastamente conhecido, mas é sempre muito agrádável, junto ao rio. O único senão, para mim, que existe quase sempre nestas corridas à beira-rio, é ter que andar para trás e para a frente, a passar pelos mesmos sitios. E o que me incomoda mais, na altura, é ter a falsa esperança-ilusão consciente de que se está a chegar à meta, e saber lá no fundo que não se está. Já sabiamos que tínhamos que correr mais um km e voltar para trás...para a meta, mas o cansaço é um poderoso alterador de consciencia, e de eesperança irrealista.
Mas a corrida correu muito bem e soube ainda melhor. Os tempos mantêm-se, mas o à vontade instala-se e isso é o marco fundamental para começar a fase de melhoria de tempos.
Estamos a crescer, deve ser isso!
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ResponderEliminarEsse relato está claramente ao nível dos acontecimentos e de alguns exemplares com que nos cruzámos na corrida.
ResponderEliminarAs expectativas ficam elevadíssimas para o relato da próxima semana (com mais do dobro dos quilómetros e, talvez, do contingente policial).